Monthly Archives: July 2017

Pantera Negra, Afrobeats – Rumo a um renascimento africano do século 21

Antes de deslizar para baixo, aperta play no link do Youtube acima para ouvir uma seleção de nossas faixas de Afrobeats favoritas, que inspiraram este artigo.

Música

Afrobeats” é um gênero relativamente novo musical que vem de Accra, Lagos e Londres. Eu George Howell, junto com Tai Brum ouvimos por acaso outro dia um ‘freestyle’ entre artistas Dotman e Eazi num show de Radio Londrino – Radio 1 Extra “Destination Africa”, que capturou nossa atenção. Afrobeats com um “S” não deve ser confundido com Afrobeat de Fela Kuti. Afrobeats é um som bem moderno e produzido, mais “Beatz” do que “Beats”. Tem aquela pegada chic, com valores de produção alto como os megaproduções de hip hop americano. Os clipes do Youtube são editados com bom gosto, utilizando uma identidade africana, nos cores, lugares e pessoas. No entanto, não estamos falando de uma música que fetichiza a tradição ou uma versão de África arcaica. É jovem e otimista, reforçando uma visão positiva da África. Nem pesado como a ‘Grime’ inglês ou com aquela estética criminosa que os rappers fetichizam. Os músicos usam o patois (giria de rua tipo jamaicano) de Londres, os valores negros occidentais, mas ao mesmo tempo, com uma pegada distintamente africana, e completamente conectada à produção cultural global.

MC Skepta (um estrela de ‘Grime’ de Londres) participando de uma colaboração no Ojuelegba de Wizkid diz na faixa: ” Eu tive que contar minha história porque eles preferem mostrar-lhe crianças negras com moscas em seus rostos na televisão”. Outra estrela Afrobeats da Nigéria, Burnaboy, explicou assim: ” A única coisa que você realmente vê sobre a África é “Ajudar uma criança” ou alguma merda assim, eu só queria ouvir o DMX “.

Os clipes de Afrobeats mostram uma África afluente, a África dos cidades modernas de Lagos e Accra. Gente bonita em roupas de grife, pilotando Mercedes e BMWs. Mansões e clubes de champanhe, mulheres lindas que emanam uma indiferença chique. Um veículo perfeito para combater a concepção da África associados com imagens de crianças com moscas nos olhos. Seguindo outra estrela no Instagram, Mr Eazi, posso ver que ele fez um show em Londres, outro em Houston e as próximas fotos são dele no palco em um estádio em Goma. Goma!: No Republicá Democrático do Congo!? De onde vêm os diamantes de sangue e os Senhores da Guerra? Sim, mas também onde Mr Eazi estava no palco outro dia.  Sentimos uma espécie de comunhão com as pessoas de Goma, eles estão gostando dos mesmos sons que nós, em vez de sentir tristeza pelas “pessoas miseráveis” ​​lá com guerra civil e soldados crianças e tal, a música de alguma forma superou isso, criando uma lacuna de empatia e compreensão, abrindo nossos olhos para uma realidade africana mais feliz.

View this post on Instagram

Detty Boy like Alinco #dettyworldTour

A post shared by Uncle London (@mreazi) on

O mundo conectado em que vivemos permiti que a força cultural africana brilhe. O Instagram e Youtube servem como plataformas e câmeras HD e equipamentos de gravação as ferramentas que democratizaram o acesso de África e seu crescente influência sobre a cultura pop. Na epoca digital, a música africana não precisa de algum tipo de ‘grande explorador branco’, como Peter Gabriel para popularizá-lo. A globalização digital permite que todos se conectem e que artistas africanos possam nos alcançar diretamente. O som Afrobeats ganha espaço, só porque é realmente bom, por puro mérito seu.,

Os africanos não são mais isolados culturalmente. A era digital dá a todos a oportunidade de seguir as tendências globais, todos nós assistimos a Netflix até certo ponto, e todos sabemos quem são os maiores DJs jamaicanos e rappers americanos. Os fabricantes de música Afrobeats da Accra e Lagos, muitas vezes também são de Londres tanto quanto da África, totalmente envolvidos com a “Cultura Global Negro Americanizada”. Por esse termo, consideramos a variedade da cultura pop negra global fortemente influenciada pelos pontos de referência culturais dos Estados Unidos: Beyonce e Jay Z, basquete, a luta negra na América, sendo um “gangsta” por exemplop. A cultura contemporânea africana sempre foi excluída desse discurso. Para os negros nas Américas, África e um lugar que existe na imaginação, uma terra ancestral forçadamente obscurecida dos antepassados, um lugar para talvez também fazer uma peregrinação, mas as coisas que acontece la estão fora de nosso radar. Entretanto, a influência real da cultura africana nas noções de ‘black’ globalizada é mínima. É aludido e imaginado, mas a cultura africana “como está” tem pouco influência cultural. Estamos escrevendo isso no Rio, aqui vejamos pouco envolvimento com o que está acontecendo na África agora, no dia dia.

O surgimento de Afrobeats demonstra que a música de África pulou da seção “World Music“. O Afrobeats e instantaneamente “cool”, não tão erudito como músicas de Cora Maliano ou músicas de Kinshasa, Congo feito por crianças de rua. Afrobeats tem um apelo pop muito mais instantâneo porque se liga diretamente (e espero que começa a exercer uma influência sobre) a cultura popular negra globalizada. Londres desempenha um papel importante porque sinto que informa a música culturalmente, a música para ser respeitada tem que aderir os padrões das boates negras de Londres.

Uma tendência dentro do Afrobeats é a presença de produtores “britânicos negros”, que decidiram abraçar sua africanidade e se envolver com o continente como tal, em vez de imitar apenas estilos americanos ou jamaicanos. Isso é interessante porque esses caras agregam sua influência cosmopolita ao gênero. No dia 23 de julho, por exemplo produtores Afrobeats importantes estavam todos em Londres, Malik Berry, Juls, Team Salut, Legendury Beats e Bayoz Musik estavam no programa Radio 1 Extra “Destination Africa“, falando sobre esse assunto, e vários deles são tanto de lá como da Nigéria ou Gana. O produtor pioneiro Bankuli explicou que o papel importante dos produtores ingleses Afrobeat gosta disso: “É como um vírus, um vírus muito bom … é a África que está no centro das atenções”.

Mr Eazi, de Kumasi, Nigéria, mencionado acima, e um representante importante da nova leva de artistas Afrobeats. Ele diz que não sabe cantar direito e estava estudando engenharia mecânica em Gana antes de se tornar um produtor de eventos que fechou com os melhores músicos do Afrobeats para shows na faculdade. A carreira de cantor começou como um passatempo enquanto ele estava terminando seu mestrado em engenharia em Gana. Ele tem sido um comerciante de ouro e tem uma séria empresa que vende telefones remodelados, ‘Phone Trader’, em Nigeria e está procurando ‘Start Ups’ tecnológicos relevantes para serem lançados na África. Ele está colocando um show de cultura Afrobeats em Londres, trazendo não apenas a música, mas a moda e a cultura  ‘Afrobeats’ também para Londres em setembro.

O produtor que fez as melhores musicas do Mr Eazi, Burnaboy e vários outros é produtor, e cantor agora, “Juls”, de Londres e Gana. Ele faz a música como hobby depois de trampo como ‘Investment Banker’ para o Banco Nacional do Gana. Ele é o cara que produz os sons mais legais, e é apenas um hobby! Ele tambem organiza uma revista de moda e cultura da Gana. Eles são da geração de africanos capacitados que fizeram estudos de negócios, e de alguma forma “falam MBA”. Eazi fala sobre métricas, quando convidou o músico Dotman a acompanhá-lo em turnê, ele disse que o escolheu por causa dos seus números. Esses caras, como Puff Daddy, são experientes em negócios, eles não estão brincando. O lema de Eazi é “África para o mundo”, um excelente embaixador para globalizar esse som!

eazi ldn

Mr Eazi em Londres

Moda

A moda africana está flexionando seus músculos também, e há de alguma forma uma ressonância com o que está acontecendo com o Afrobeats. A marca de luxo sul-africana Maxhosa usa impressões inspiradas em combinações de cores tribais do povo Xhosa, porem cortadas em um estilo clássico bem francês. O resultado é uma fusão espetacular. O africano como protagonista neste exemplo está usando cortes europeus para modernizar uma estética Xhosa distinta. O designer Laduma Ngxokolo é Xhosa, explica que foi motivado criar roupas de luxo adequado para a cerimônia de iniciação masculina Xhosa, onde os roupas finas estão exigidas. A marca de biquíni B Fyne produz peças maravilhosos, o designer nigeriano Buki Ade foi inspirado pela cultura nigeriana e suas artes indígenas em fazer a coleção.

A moda de luxo europeia e americana parece cansada e branda colocado lado a lado com Maxhosa ou B Fyne. As referências culturais da moda ocidental parecem uma mina gastada em comparação com as veias ricas de recursos inexplorados da África. Cultura tribal africana e uma espece de ‘lente africana’ oferecem uma riqueza de inspiração inexplorada.

Arte

A arte contemporânea africana é, em nossa opinião, a melhor do mundo. O trabalho produzido pelos artistas contemporâneos africanos é consistentemente excelente. El Anastui cria grandes tapeçarias régias com tampas de garrafas, Ibrahim Mahama cobriu o Arsenale de Veneza em tecido de juta antigo para um efeito impressionante. O artista sul-africano cobriu um blindado da polícia sul-africano em contas, Nelson Makamo pinta retratos maravilhosos de estilo ‘street art’.  O trabalho da artista Serge Clottey da Gana com galões também é realmente poderoso.

EL ANATSUI

Tampas de garrafa do El Anatsui

Ibrahim-Mahama-Civil-Aviation-Airport.-Accra-Ghana-2014-1

Ibrahim Mahama trabalhando com tecido de juta

View this post on Instagram

@galleryofafricanart

A post shared by Nelson Makamo (@nelsonmakamo) on

View this post on Instagram

Walls

A post shared by Nelson Makamo (@nelsonmakamo) on

Afrog1

Afrogallonism” do Serge Attukwei Clottey

A casa antiga de leilões milionários de Londres Bonham’s lançou um serie de leilões “Africa Now“, para vender arte africana contemporânea e moderna para centenas de milhares de libras.

No entanto, a cultura africana ainda é marginalizada. A música da Afrobeats ainda não entrou direito no radar da música “negra”. Semana da moda Lagos e África do Sul estão se tornando mais importantes, mas a moda africana não ameaça a hegemonia de Paris, Milão e Nova York. No mundo da arte contemporânea, há reverência pela arte contemporânea africana, mas de alguma forma esta marginalizado em comparação com a destaque que arte moderna de origem europeia ocupa.

Jack Weatherford argumenta que o renascimento na Europa deve uma enorme dívida ao Império Mongol que permitiu que uma polinização cruzada científica e cultural acontecesse, através de rotas comerciais e a segurança para movimentos de pessoas garantidas pelo império . Isso permitiu uma fusão de conhecimento de regiões distantes.

Estamos de alguma forma à cúspide de um renascimento africano, facilitada pela comunicação instantânea de informações audiovisuais e conexões diásporas com as capitais culturais do mundo.

2018 verá a chegada do super-herói africano Pantera Negra em uma megaprodução da Marvel Studios. Pantera Negra aborda clichês, o super-herói é um príncipe do reino de Wakanda, o país mais rico do mundo com tecnologia super avançada.

black-panther-suit-image

Como a Pantera Negra, os produtores culturais africanos estão interessados ​​em mostrar que a África não é mais o “mundo em desenvolvimento”, mas que chegou. Infundindo a própria música, moda e arte do continente com um engajamento astuto com elementos da modernidade. Isso está apenas começando agora.

Este artigo foi escrito após extensas discussões sobre Afrobeats, Brasil, e o potencial aumento da influência da África entre George Howell e estilista brasileira Tai Brum. Vivemos no Rio de Janeiro e estamos trabalhando para ter mais Afrobeats e influência cultural africana aqui.

24 de agusto de 2017

Advertisements

Black Panther, Afrobeats and the 21st Century African Renaissance

 

 

Before scrolling down, click play on the Youtube link above to hear a selection of our favourite Afrobeats tracks, which inspired this article

Music

Afrobeats” is a new music genre coming out of Accra, Lagos and London. My girlfriend and I heard it by chance the other day a freestyle between Dotman and Mr Eazi on Radio 1 Extra caputured our attention. Afrobeats, with an “S” is not to be confused with Fela Kuti’s Afrobeat, it is a modern and produced sound, “Beatz”. It exudes studio slickness like the big American hip hop productions. The relevant Youtube clips are tastefully edited with an African colour palette and identity. However, we are not talking about a music which fetishizes tradition or an archaic Africa. It is young and upbeat, reinforcing a positive vision of Africa. Neither heavy like grime or with too much of that criminal aesthetic that rappers fetishize. The musicians use London patois, black western values but at the same time with a distinctly African cultural identity, completely plugged into global cultural production.

MC Skepta participating in a collaboration on Wizkid’s Ojuelegba says on the track “I had to tell my story cause they’d rather show you Black kids with flies on their faces on the television.” Another Afrobeats star from Nigeria, Burnaboy, explained it this way: “The only thing you really see about Africa is ‘Help a child’ or some shit like that. I just wanted to listen to DMX.”

The Afrobeats clips show an affluent Africa, the Africa of Lagos and Accra as modern cities. Beautiful people in beautiful clothes in Mercs and Bimma’s. Mansions and champagne clubs, hot women exuding a chic nonchalance. A perfect vehicle to combat the association of Africa with the black kids with flies in their eyes conception. Following another star on Instagram, Mr Eazi, I can see he did one shows in London, another in Houston, and next photos of him onstage filling out a stadium in Goma. Goma, DRC!? Where the blood diamonds and Warlords come from? Yes, and also where Mr Eazi was onstage the other day, performing for DRC Independence Day, seeing that I felt a kind of communion with the people from Goma, they are liking the same sounds that I am, rather than somehow feeling sorry for the ‘wretched people’ down there, the music somehow bridged a gap of empathy and understanding, opening my eyes to a happier reality.

View this post on Instagram

Detty Boy like Alinco #dettyworldTour

A post shared by Uncle London (@mreazi) on

The connected world that we live in is allowing Africa’s cultural pedigree to shine. Instagram and Youtube serve as platforms, and HD cameras and music making equipment the tools which have democratised Africa’s access to, and growing influence over pop culture.  In the digital age, Africa’s music does not need  some sort of great white explorer, like Peter Gabriel to popularize it. Digital globalisation allows everyone to plug in, and for African artists to reach us directly.  The Afrobeats sound gains space, just because it is really good, on its own merit.

Africans are no longer isolated culturally. The digital age gives all of us the opportunity to follow global trends, we all watch Netflix to an extent, and we all know who the biggest Jamaican DJs and American rappers are. The Afrobeats music makers from Lagos and Accra, are often also from London as much as from Africa, fully engaged with ‘Global Americanised Black Culture’. By this term we mean the manifold of black pop culture heavily influenced by North American cultural points of reference: Beyonce and Jay Z, basketball, the black struggle in America, being a ‘gangsta’. African contemporary culture was always somehow excluded from this discourse. For blacks in the Americas a place that exists in the imagination, a forcibly obscured ancestral land of one’s forefathers, somewhere to make a pilgrimage too perhaps. Meanwhile real African cultural influence on notions of globalised blackness is minimal. It is alluded to, and imagined, but African culture ‘as is’ has not yielded cultural influence. I am writing this from Rio de Janeiro, down here we see very little engagement with what is going on in Africa now. It would be great if we could somehow change that.

The rise of Afrobeats demonstrates that Africa’s music has jumped out of the “World Music” section. The Afrobeats feels instantly ‘cool’, not as worthy as highbrow Kora or underground DRC beats made by street children, but with a much more instant, poppy appeal because it plugs directly into, (and we hope begins to exert an influence over) globalised black popular culture. For Afrobeats London plays an important role, it informs the music culturally, making the music conform to being respectably ‘cool’ by London standards. Whereas Staff Benda Bilili played in London at the Barbican Centre to a 90% middle class white crowd, Afrobeats attracts mainly black audiences, Burnaboy’s show in London had three or four white people at the show, one was my Mum, another my brother.

A trend within Afrobeats is the presence of ‘black british’ producers, who decided to embrace their African-ness, and to engage with the continent as such, rather than emulate only American or Jamaican styles. This is interesting because these guys add their cosmopolitan influence to the genre. On the 23rd of July Malik Berry, Juls, Team Salut, Legendury Beats, Bankuli and Bayoz Musik were in the Radio 1 Extra Destination Africa show talking about this subject. Pioneer producer Bankuli explained that the important role of the UK Afrobeat producers like this: “Its like a virus, a very good virus…it’s Africa that’s in the limelight.”

Mr Eazi, from Kumasi, Nigeria, mentioned above, a self-effacing posterboy for the new wave of Afrobeats artists. He says that he can’t sing, and was studying mechanical engineering in Ghana before becoming an events producer booking top Afrobeats musicians for Uni shows. The singing career began as a hobby as he was finishing his engineering Masters’ degree in Ghana. He has been a gold trader, and has a serious tech start up company selling refurbished phones, ‘Phone Trader’, and is looking for relevant tech products to launch in Africa. He is putting on an Afrobeats culture show in London, bringing not only the music, but fashion food and culture too to London in September.

The producer for probably the best tracks by Mr Eazi, Burnaboy is producer, and singer now, “Juls”, from London and Ghana. He does the music as a hobby after hours working as a financial investment adviser for Ghana National Bank. He is the guy producing the coolest sounds, and it is only a hobby! The point is these guys couldn’t be further away from Kinshasa streetkids. They are from the generation of empowered Africans who did business studies, and somehow ‘speak MBA’. Eazi talks about metrics, when he invited upcoming musician Dotman to accompany him on tour, he said he chose him because of his numbers.  These guys, like Puff Daddy are business savvy, they ain’t playin’ around. Not cliche soulful Africans with rhythm in their genes, but businessmen. Mr Eazi’s motto is ‘Africa to the world’, and who better equipped to globalize this wicked African sound.

eazi ldn.jpg

Mr Eazi on the billboards in London

 

Fashion

African fashion is flexing its muscles, and there is somehow a resonance with what’s going on with Afrobeats. The South African luxury knitwear brand Maxhosa uses prints inspired by Xhosa tribal colour combinations cut in a French classical style.  The result is a spectacular fusion. The African as protagonist in this example is using European cuts to modernise a distinct Xhosa aesthetic. The designer Laduma Ngxokolo is Xhosa, and his motivation was to create attire suitable for the Xhosa male initiation ceremony, where luxurious clothes should be worn.  B Fyne  women’s swimwear label produces wonderful bikinis, the designer Nigerian Buki Ade was inspired by Nigerian culture and prints in making the collection.

European and American luxury fashion seems somehow tired and bland when placed side by side with Maxhosa or B Fyne. Western fashion’s cultural references seem like a spent mine compared to the rich veins of untapped resources in Africa. African tribal culture, and an African lens somehow offer a wealth of untapped inspiration for designers.

Art

African contemporary art is our opinion the best in the world too. The work being produced by leading African artists is consistently excellent. El Anastui creates huge regal tapestries from bottle tops, Ghanian Ibrahim Mahama covered Venice’s Arsenale in old jute fabric for impressive effect.[3] South African Ralph Ziman covered a South African armoured police car in beads, Nelson Makamo paints wonderful street art style portraits of people. Ghanian Serge Clottey’s work with gallons is also really powerful.

EL ANATSUI

El Anatsui’s regal bottle tops

 

Ibrahim-Mahama-Civil-Aviation-Airport.-Accra-Ghana-2014-1.jpg

Ibrahim Mahama working with jute fabric

View this post on Instagram

@galleryofafricanart

A post shared by Nelson Makamo (@nelsonmakamo) on

View this post on Instagram

Walls

A post shared by Nelson Makamo (@nelsonmakamo) on

Afrog1.jpg

Serge Attukwei Clottey’s Afrogallonism

The dead posh London auction house Bonham’s launched an ‘Africa Now’ auction fixture, to sell African contemporary and modern art for hundreds of thousands of pounds. Burnaboy was at the launch as well as celebrity Nigerian socialite DJs.

Nevertheless, African culture is still marginalised. The Afrobeats music scene has not broken into mainstream ‘black’ music yet. Fashion Week Lagos and South Africa are becoming more important, but African fashion does not threaten the hegemony of Paris, Milan and New York. In the intellectual-filled contemporary art world there is reverence for Africa’s contemporary art, but it is somehow peripheral compared to the reverence shown to art of European origin.

Jack Weatherford argues that the renaissance in Europe owes a huge debt to the Mongol Empire which allowed for a scientific and cultural cross-pollination to happen, through safe trade routes and movement of people guaranteed by the empire. This enabled a fusion of knowledge from distant regions.

We are somehow on the cusp of an African Renaissance, facilitated by the instantaneous communication of audio-visual information, and diaspora connections to the world’s cultural capitals.

black-panther-suit-image

2018 sees the arrival of supercool African superhero Black Panther in a Marvel Studios super production. Albeit in Marvel fashion, Black Panther addresses clichés, the superhero is a prince the hidden kingdom of Wakanda, the richest country in the world with super advanced technology.

Like Black Panther, African cultural producers are keen to show that Africa is no longer ‘the developing world’, but that it has arrived. Infusing the continent’s own music, fashion and art with astute engagement with the trappings of modernity. This engagement to me signals the arrival of a 21st century African renaissance. Ahead of the red carpet launch of Black Panther launch in South Africa, where of course, the actors used his clothes, Maxhosa’s designer Laduma Ngxokolo tells fans “dress for a fresh Renaissance of Africa. And that look doesn’t have to reflect one single culture – it can be a mix of different African cultures and influences.

This article was written following extensive discussions about Afrobeats, Brazil, and the potential rise of Africa’s influence between me, George Howell, and brazilian stylist Tai Brum.  We live in Rio de Janeiro, and are working to grow Afrobeats, and African cultural influence here.

24th July 2017 / 17 February 2018

Advertisements
%d bloggers like this: